segunda-feira, 26 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Fazenda Beira Baixa
Na Fazenda Beira Baixa, o reabastecimento às nossas tropas, era difícil devido ao facto dos guerrilheiros da UPA montarem emboscadas diárias às patrulhas que reabasteciam as tropas ali acantonadas.
Recordo que, durante uns três dias, esgotaram-se as rações de combate e nem sequer havia bolachas de água e sal para, ao menos, “enganar o estômago”. Nesse período, houve apenas e no máximo, duas refeições diárias. O pequeno almoço não ia além de um púcaro de café, desacompanhado de pão ou bolacha. Ao almoço, a refeição era única e simplesmente: macarrão com chouriço, e, à noite, para variar!… chouriço com macarrão.
Por vezes houve necessidade de recorrer ao reabastecimento aéreo, pouco prático porque os pesados sacos com os víveres, ao serem lançados de uma altura bastante considerável para o interior do aquartelamento, batiam estrondosamente no solo e ficavam em muito mau estado de utilização, não deixando, por isso, de serem convenientemente aproveitados.
Numa das patrulhas de reabastecimento terrestre, foi morto, numa emboscada do IN, o Alferes Barrilaro Ruas, da CC 117. No âmbito da toponímia, a autarquia de Lisboa, em sessão de câmara, deu o nome, desse mártir da guerra colonial, a uma rua da capital. Trata-se da Rua Alferes Barrilaro Ruas, em Santa Maria dos Olivais. Situa-se entre a Rua General Silva Freire e a Rua Sargento Armando Monteiro Ferreira (Bairro Olivais Norte). Deste episódio, e não só, falará o meu amigo Alferes, Nobre de Campos, no Blog CC 115, porque foi ele quem, com o seu 3º. Pelotão, avançou em socorro dessa coluna de reabastecimento tendo o pelotão sido também flagelado pelo IN, logo que chegou ao local. Refiro apenas que a CC 115, sofreu ali mais 2 mortos e alguns feridos com gravidade.
Recordo que, durante uns três dias, esgotaram-se as rações de combate e nem sequer havia bolachas de água e sal para, ao menos, “enganar o estômago”. Nesse período, houve apenas e no máximo, duas refeições diárias. O pequeno almoço não ia além de um púcaro de café, desacompanhado de pão ou bolacha. Ao almoço, a refeição era única e simplesmente: macarrão com chouriço, e, à noite, para variar!… chouriço com macarrão.
Por vezes houve necessidade de recorrer ao reabastecimento aéreo, pouco prático porque os pesados sacos com os víveres, ao serem lançados de uma altura bastante considerável para o interior do aquartelamento, batiam estrondosamente no solo e ficavam em muito mau estado de utilização, não deixando, por isso, de serem convenientemente aproveitados.
Numa das patrulhas de reabastecimento terrestre, foi morto, numa emboscada do IN, o Alferes Barrilaro Ruas, da CC 117. No âmbito da toponímia, a autarquia de Lisboa, em sessão de câmara, deu o nome, desse mártir da guerra colonial, a uma rua da capital. Trata-se da Rua Alferes Barrilaro Ruas, em Santa Maria dos Olivais. Situa-se entre a Rua General Silva Freire e a Rua Sargento Armando Monteiro Ferreira (Bairro Olivais Norte). Deste episódio, e não só, falará o meu amigo Alferes, Nobre de Campos, no Blog CC 115, porque foi ele quem, com o seu 3º. Pelotão, avançou em socorro dessa coluna de reabastecimento tendo o pelotão sido também flagelado pelo IN, logo que chegou ao local. Refiro apenas que a CC 115, sofreu ali mais 2 mortos e alguns feridos com gravidade.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Apito
O apito a que se refere a foto anterior pertencia ao comandante do grupo emboscado no ataque de Quanda Maúa, morto em combate. Guardei esse apito (The AGMECITY - Made in England) como despojo de guerra e ainda o conservo. Foi utilizado para “dar a ordem de ataque”, contra as nossas tropas, tendo-se ouvido o som produzido pelo apito e imediatamente desencadeou-se a luta. O suposto comandante ostentava divisas de cabo miliciano e contrastava na indumentária com os restantes guerrilheiros que se apresentavam mal vestidos, troco nú, descalços e com lenços brancos atados na cabeça.
As vagas sucessivas de grupos IN encontravam-se embrenhadas por detrás e nas imediações do célebre embondeiro referido na foto, onde a mata e o capim atingiam uma altura superior às antenas verticais instaladas nas viaturas. A foto ao local foi tirada depois da zona ter sido limpa.
Vide – “Episódios Avulsos”; Na oportunidade, o desenrolar da emboscada será enfatizada no Blog CC 115.
As vagas sucessivas de grupos IN encontravam-se embrenhadas por detrás e nas imediações do célebre embondeiro referido na foto, onde a mata e o capim atingiam uma altura superior às antenas verticais instaladas nas viaturas. A foto ao local foi tirada depois da zona ter sido limpa.
Vide – “Episódios Avulsos”; Na oportunidade, o desenrolar da emboscada será enfatizada no Blog CC 115.
Placa Identificadora usada na guerra
Ainda conservo em meu poder a “placa identificadora” que me foi entregue antes da partida para Angola, a qual tem gravado:
No Anverso:
P 104125-61 (número atribuído);
HORTA (Apelido).
No Reverso:
A (Grupo Sanguíneo);
17.6.60 (data da análise ao sangue)
A placa, com dez furos rectilíneos a dividi-la equitativamente em duas partes, era usada ao pescoço e destinava-se a identificar o seu portador em caso de acidente grave ou morte. Caso se justificasse a sua fractura, a parte ligada à corrente, acompanharia o militar e a outra metade ficaria na posse da entidade oficial designada para o efeito e para os fins julgados convenientes.
Felizmente que a minha placa regressou inteirinha!
No Anverso:
P 104125-61 (número atribuído);
HORTA (Apelido).
No Reverso:
A (Grupo Sanguíneo);
17.6.60 (data da análise ao sangue)
A placa, com dez furos rectilíneos a dividi-la equitativamente em duas partes, era usada ao pescoço e destinava-se a identificar o seu portador em caso de acidente grave ou morte. Caso se justificasse a sua fractura, a parte ligada à corrente, acompanharia o militar e a outra metade ficaria na posse da entidade oficial designada para o efeito e para os fins julgados convenientes.
Felizmente que a minha placa regressou inteirinha!
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