segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Uniformes Militares Portugueses - Exército

Os Uniformes do Exército remontam ao Século XVII, havendo notícia de que as fardas do “Terço do Regimento da Junta do Comércio de Lisboa”, já constituíam um tipo específico de Uniforme embora não regulamentado. No entanto, apenas em 1761, D. José I, por Decreto de de 27 de Abril, aprova os distintivos a usar pelo Exército e em 1764, por Alvará de 24 de Março, aprova, por proposta do Conde de Schaumbourg Lippe, os Uniformes para o seu Regimento nº. 1. Tal Alvará não constituía um Plano de Uniforme mas actuava como tal dando a necessária uniformidade e legalidade ao fardamento a utilizar pelo Exército Português (Pagela nº. 280 de 23-01-1984 – Correios e Telecomunicações de Portugal).
Nota: As emissões de selos alusivas aos “Motivos Militares – Uniformes”, são de uma beleza extraordinária (tenho as séries completas das ex-colónias).

Emissão Filatélica de 1955



























Considerando o número de Estados que partilham o nosso mundo em repúblicas, reinos, principados, sultanatos e colónias que se tornaram nações independentes, sem contar com os impérios que desapareceram ou mudaram completamente de nome, podemos concluir que o selo de correio é realmente uma obra de arte, um mensageiro que ignora fronteiras mas que nos conta a história das civilizações.
A título de curiosidade, passo a citar o seguinte facto: No tempo em que a Sicília tinha rei, Fernando II só autorizou o emprego do carimbo postal para carimbar os selos com a sua efígie, com a condição de que em nenhum caso o carimbo fosse aposto no seu rosto, sob pena de sanções por crime de lesa-majestade!

Emissão Filatélica de 1963 (Cont.)


Emissão Filatélica de 1963


Emissão Filatélica de 1961


sábado, 16 de agosto de 2008

Angola - O Selo de Correio

Terá sido em Mai1840 que o inglês Sir Rowland Hill inventou o selo de correio.
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Em Portugal, a reforma postal deu-se em 1852 e o uso dos selos postais adesivos, vieram a ser emitidos em 1853 com a efígie de D. Maria II.
Os correios eram de início uma instituição ao serviço exclusivo do soberano. Quando foram postos à disposição de todo o público, o Estado conservou o privilégio da prioridade e da gratuidade do transporte do correio.
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O selo é um mensageiro que não tem fronteiras, descreve em todos os idiomas as maravilhas da natureza e a longa história das civilizações.
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A antiga Colónia Portuguesa de Angola, emitiu o seu primeiro selo, do tipo Coroa, de 5 réis, em 1870.
Desde esta data e até 1974, muitas emissões de selos de correio foram entretanto emitidas (De referir que os selos eram litografados na Casa da Moeda em Lisboa).
No período compreendido entre 1961 e 1963, Angola emitiu as seguintes séries de selos:
Tipos Femininos;
Desporto. Motivos diversos;
Erradicação do Paludismo;
Cinquentenário da Cidade de Nova Lisboa;
Escudos de Armas de Cidades e Vilas de Angola;
15º. Aniv. do Serviço Internacional para o Combate ao Gafanhoto Vermelho;
Viagem Presidencial;
Escudos de Armas de Cidades e Vilas de Angola (2ª. Série) e
X Aniversário da T. A. P.
Considerando que o selo de Correio, não tem fronteiras e que a par da sua função postal, é divulgador privilegiado da história, do património e da cultura dos povos, que assinala efemérides e não só, considerei interessante colocar no blog alguns selos (temáticas) de Angola, utilizados pelos ex-combatentes no período em que o BC 114 permaneceu em Angola.
Também coloquei mais três séries emitidas nos anos de 1955, 1966 e 1967.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

47º Aniversário

A comemoração do 47º. Aniversário do embarque para Angola, da CC 115, teve lugar em Loures, no dia 31Mai2008.
Nestes encontros fala-se normalmente de tudo um pouco:
· Das tropas do nosso tempo incipientemente preparadas para o tipo de guerra com que nos defrontamos, com mau equipamento e mau armamento;
· Das acções conducentes à reocupação das zonas abandonadas pelos colonos;
· Dos feitos militares de notável envergadura a que a situação obrigava. Muito do que foi dito ainda é actual na reforma...
Enfim, existe sempre tema para alimentar a animada cavaqueira, inclusive, o problema das doenças pós-traumáticas de que muitos combatentes padecem e das quais não conseguem libertar-se.
Seguem-se algumas fotos da juventude dos anos “60”.
Numa das fotos estão as nossas companheiras (esposas), que nos “aturam” há muitos anos!