quarta-feira, 1 de outubro de 2008

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Notas de Angola (Após a independência)

A figura "palancas pretas" da nota de 10 000 Kwanzas, do Banco Nacional de Angola, ano de 1991, é idêntica às figuras das notas de 1 000$00 (Barragem das Mabubas), do Banco de Angola, emitidas nos anos de 1956 e 1970, figuras das personagens Brito Capelo e de Américo Tomás, respectivamente.












Após a independência (11/11/1975), Angola adoptou como unidade monetária o Kwanza.









quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Notas de Angola (Antes da independência)































































































NOTAFILIA
Embora o Banco de Angola fosse a entidade privilegiada para as emissões nesta antiga colónia portuguesa, existem também no período aqui descrito outras entidades envolvidas (emitentes).
Assim, sempre que a emissão não seja do Banco de Angola, é indicado a entidade emissora: BNU (Banco Nacional Ultramarino); GGA (Governo Geral de Angola); JM (Junta da Moeda) e GP (Governo Provincial).
A emissão das primeiras notas, em escudos, de $50 (G.P.); 1$00 (BNU); 2$50 (BNU); 5$00 (BNU); 10$00 (BNU); 20$00 (BNU); 50$00 (BNU) e 100$00 (BNU), foram emitidas em 01/01/1921.
Entretanto também houve emissões de “papel moeda” em Angolares no período compreendido entre 1926 e 1952. A partir desta data, as referidas instituições bancárias emitiram novamente notas em escudos em detrimento dos angolares.
As notas de Angola, gozavam de livre convertibilidade somente naquela ex-colónia. O País obrigava a que as reservas mínimas correspondessem à circulação fiduciária, com o objectivo de manter a confiança na moeda corrente angolana.
Durante o tempo em que a CC 115 permaneceu em Angola, as notas em circulação eram emitidas em escudos. Todavia, os comerciantes locais e outros, sempre que a oportunidade surgisse, transaccionavam escudos de Angola por escudos de Portugal Continental numa percentagem compreendida entre os 75% a 80%, não obstante argumentarem que o valor do escudo angolano (-) era igual ao valor do escudo metropolitano português (+). Esta preocupação dos colonos portugueses em ter na sua posse dinheiro de Portugal Continental, era um sinal de que existia já nessa altura alguma desconfiança em relação ao panorama político actual, até porque, de ex-colónia para ex-colónia portuguesa, o dinheiro que circulava numa colónia, não era aceite em nenhuma das outras colónias.
Em relação ao dinheiro amoedado angolano, circularam a “macuta” desde 1848 até sensivelmente 1926 data em que foi cunhada a última “macuta” (Metal: Cobre e Alpaca). A partir de 1928 e até 1974 entraram em circulação as emissões em “escudos” (Metal: Bronze, Cupro-Níquel, Alumínio; Alpaca e Prata).

sábado, 23 de agosto de 2008

Mapa de Angola (depois da independência)
























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A República de Angola é um estado do sudoeste de África, com costa para o oceano Atlântico e cujo território também compreende o enclave de Cabinda, que está situado entre a República do Congo, a República Democrática do Congo e o oceano Atlântico. A costa, plana, estende-se para leste com uma largura que oscila entre os 50 e os 150 quilómetros; a seguir, o terreno eleva-se um pouco em formações escarpadas. A zona leste do país é um grande planalto que ocupa dois terços do território e onde se situa a maior altitude: Morro Môco. Os rios mais importantes são o Cuanza e o Cunene , que correm em direcção ao Atlântico, o Cuango que é afluente do Congo; o Zambeze (Leste de Angola); o Cuando e o Cubango, que entram no Botswana. No Norte de Cabinda há extensas florestas tropicais que, para sul, dão lugar à savana com pastagens e árvores isoladas. Na costa crescem palmeiras. O clima é geralmente tropical, temperado pela corrente fria de Benguela. As chuvas são escassas na costa e no sul e abundantes no resto do país. De Setembro a Abril impera uma estação seca em todo o território.

Mapa de Angola (Até 1974)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Emissões Filatélicas de 1962









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Acampamento do rio Lifune

Às 23.15 de 17-12-1961, hora de Lisboa (e também de Angola; o Fuso horário é o mesmo), a União Indiana iniciou um poderoso ataque militar contra Goa, Damão e Diu e invadiu as possessões portuguesas na costa ocidental do subcontinente, provocando um rude golpe no orgulho de Salazar. Sendo absolutamente indefensáveis, dada a desproporção das forças envolvidas, o velho ditador ainda pretenderá uma morte honrosa, sem rendição, por parte dos escassos portugueses que defendiam aquelas possessões.
Mas a História ia rolando! A rendição dos portugueses deu-se em 19Dez.
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Nessa data, o 2º. Pelotão da CC 115, ao qual eu pertencia, encontrava-se no acanhado acampamento do Rio Lifune.
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Paludismo
Durante o período de tempo acima referido, fui atacado pelo paludismo. Este ataque, típico das regiões tropicais, começou com calafrios; a temperatura do corpo subiu rapidamente e penso que chegou aos 41ºC, não obstante eu ter engolido, desde que colocara os pés em Angola, os comprimidos de sulfato de quinino que o médico da Companhia periodicamente receitava para prevenção de algumas doenças tropicais.
Suportei este ataque de paludismo deitado numa tarimba de madeira que eu próprio engendrei, desguarnecida de lençóis, mas coberto com uma manta de papa no momento dos calafrios.
Como é sabido, o agente do paludismo é transmitido ao homem pela picada do mosquito (fêmea) denominado anófele, ou por parasitas que se transmitem ao ser humano através deste insecto que deixa os ovos na superfície das águas.
A sede obrigava a que bebêssemos uma qualquer água sem o tratamento adequado, não obstante a forte oposição do médico da Companhia que aconselhava alguma prudência mas que acabava por se render à evidência. Recordo que, por várias vezes, em operações por dias sucessivos, enchíamos os cantis em charcos de água onde os animais da floresta bebiam e chafurdavam e introduzíamos-lhes um comprimido. Passado muito pouco tempo e dado que a sede a isso obrigava, colocávamos o lenço de bolso no bocal do cantil a servir de filtro e bebíamos aquela água impotável. Ainda assim, e não obstante esta medida preventiva, o “filtro” permitia a passagem de impurezas que deixava fortes vestígios na própria língua.
Diz-se que o paludismo que tenha sido tratado persiste, por vezes, como infecção latente que poderá reaparecer caso o tratamento não seja contínuo. Havia, contudo, que temer os efeitos secundários possíveis do quinino indicando que deveria ser interrompida a sua utilização em caso de surdez, irritações da pele, perturbações ópticas ou outros sintomas graves. A destruição dos glóbulos leva a uma anemia crónica muito séria.
Antes e depois da independência das antigas colónias portuguesas, estive várias vezes em todos os países africanos que fazem parte dos PALOP e não voltei, felizmente, a ser acometido por aqueles estados febris provocados pelo paludismo que deixa a pessoa temporariamente muito debilitada fisicamente.
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Segue-se uma temática de selos de Macau, Timor, Estado da Índia, Moçambique, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Guiné e Angola, alusiva à Erradicação do Paludismo (Curiosamente o selo alusivo à Erradicação do Paludismo referente ao “Estado da Índia”, data de 1962. Porém, e como antes referi, a ocupação daquele “espaço territorial” pela União Indiana, deu-se em Dez1961, sinal de que, estes selos terão sido desenhados, litografados e posteriormente enviados para Goa, Damão e Diu nos últimos meses de 1961, a fim de serem utilizados a partir de 1962).