sexta-feira, 4 de abril de 2008

A escolha:

Na chegada ao BT, os recrutas, na ordem dos 1 160 (posteriormente cerca de um terço deste número foi colocado na Carregueira), ainda à civil, foram encaminhados para as salas de aula que dispunham de vibradores de morse, onde iriam ser submetidos a uma prova que consistiria no seguinte:
Entrega de uma folha de teste, onde o candidato iria colocar uma letra (V ou F) no rectângulo correspondente a cada um dos sinais que iria ouvir. O sinal transmitido correspondia à simbologia de uma letra do alfabeto morse. Para cada resposta do questionário o sinal era repetido 2 vezes. Se fosse igual, colocaria (V); caso contrário, a letra (F).
Para a grande maioria dos candidatos, para não dizer todos ou quase todos, aquilo era chinês ou qualquer coisa do outro mundo… (muito sinceramente, para mim, toda aquela sinfonia, que mais se parecia com o canto da perdiz ou mais propriamente da codorniz!…era coisa que nunca tinha ouvido), mas à medida que o instrutor ia transmitindo esses estranhos sinais, ia verificando que, afinal ou eram iguais ou existia ali alguma diferença, e, com maior ou menor dificuldade lá superei a prova, o que nem todos conseguiram fazer.
O resultado dessa prova teve a ver com a escolha da especialidade vocacional de cada recruta, ou seja: radiotelegrafista, guarda-fios, radiomontador, telefonista, analista de tráfego, cozinheiro, etc.



Acreditem ou não, à noite é que eram elas!...
Depois do clarim ter tocado a recolher, era obrigatório ir para a cama. Só que, nas casernas existia uma praga de insectos, parasitas do homem que exalam um cheiro fétido que não permanecem sobre o hóspede mais do que o tempo necessário para se encherem de sangue os quais nos deixavam os lençóis manchados de uma cor preta/avermelhada. Omito o seu nome...
Eu, até então, numa tinha visto um per. … Acreditem, que é verdade.
De outros parasitas do homem, que também por lá havia, de cor negra avermelhada, cabeça pequena, antenas curtas e patas fortes, capazes de dar grandes saltos, esses sim, conhecia-os perfeitamente.
Felizmente que os DDT e outros poderosos insecticidas os eliminaram quase por completo.

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